Pedagogia e Andragogia: o processo de aprendizagem
Quando saímos de um curso superior,
temos uma bagagem de informações que acumulamos durante os 4-5 anos de
faculdade, somadas aos estágios que fizemos, às visitas técnicas que
participamos, além de outras fontes de conhecimento vivenciadas.
Normalmente o que nos é proposto, é que com toda essa bagagem
deveríamos chegar no mercado de trabalho propondo “novas formas de
fazer”, bem como melhores técnicas de trabalho visando economia de
tempo, dinheiro e recursos em geral.
Um ponto que nem sempre nos é dito, é que as pessoas com as quais iremos conviver na vida dali em diante, normalmente serão pessoas adultas que já têm uma história de vida, que têm suas experiências pessoais e profissionais, que já erraram e aprenderam com seus erros, pessoas carregadas de sucessos e fracassos, que já conheceram profissionais recém-formados como muitos de nós seremos ou já fomos, com maiores ou menores capacidades e preparo para enfrentar o mercado de trabalho.
Entender melhor sobre como podemos melhorar as chances de sucesso nos momentos de repassar conhecimentos às demais pessoas que no cercam em nosso ambiente de trabalho, é sem dúvida muito importante. Como nos sentiríamos se alguém quisesse que “engolíssemos” de qualquer jeito as idéias que querem nos passar ? “Um dos equívocos freqüentemente encontrados na tecnologia atual de educação formal é a equiparação dos aprendizes como se não houvesse diferenças sensíveis entre eles.
A pedagogia baseia-se em certos pressupostos e utiliza certas práticas razoavelmente pertinentes ao aprendiz em foco: a criança ou o adolescente.” “Esses mesmos pressupostos e práticas aplicados ao aprendiz ‘adulto’ não podem trazer os mesmos resultados, pois o adulto é diferente da criança e do adolescente. A andragogia tem outras premissas e orientações que não podem ser ignoradas ao se pretender fazer educação ou ensino de adultos”. “M. Knowles (1973) indica que, em situações de aprendizagem, os adultos diferenciam-se de crianças e jovens, principalmente em relação a autoconceito, experiência, prontidão, perspectiva temporal e orientação da aprendizagem.” ·“Autoconceito: Os jovens percebem-se mais dependentes do professor e de seus ensinamentos, enquanto os adultos consideram-se mais independentes, com responsabilidade pelo próprio processo de aprendizagem e capazes de autodireção para buscar o que carecem. ·Experiência: Os adultos trazem maior experiência acumulada em suas atividades de vida, cada um com seu repertório variado de conhecimentos, técnicas, sentimentos, habilidades.
Em muitas situações, os adultos aprendem melhor que as crianças e os jovens, justamente pela experiência anterior, a qual pode ser utilizada como fonte comum, tornando-se cada participante um recurso de aprendizagem para os outros, pelo intercambio de acertos e desacertos, de convicções e dúvidas. ·Prontidão: Crianças e jovens precisam atingir certo nível de amadurecimento físico e psíquico para aprenderem determinados comportamentos/conhecimentos.
Os adultos também desenvolvem maturidade em áreas diferenciadas, mais de cunho social, levando-os a desenvolver interesses específicos e aprender formas mais complexas de conduta em termos de papéis sociais. R. Havighurst (1964) denominou “tarefas de desenvolvimento” à seqüência de etapas de prontidão para aprendizagem de habilidades motoras, conhecimentos e condutas sociais, a qual definiria o ciclo de vida humana, desde o nascimento até a velhice. Esta concepção indicaria um ‘momento ideal’, que seria o melhor para aprender algumas coisas.
O ‘momento ideal’ pode ser observado mais facilmente na aprendizagem de destrezas e habilidades motoras, como, por exemplo, escrever ( e ler ), tocar instrumentos musicais, dança, esportes em geral. ·Perspectiva temporal: Crianças e jovens aprendem para o futuro, a aplicação de conhecimentos é algo que acontecerá algum dia, enquanto os adultos aprendem para aplicação imediata às atividades que executam, para resolver problemas, e não simplesmente para estocar conhecimentos de utilidade eventual futura. ·Orientação da aprendizagem: Enquanto crianças e jovens aprendem assuntos/temas ligados a matérias ou disciplinas constantes de um currículo, que serve de base de conhecimentos para a vida profissional e social, os adultos procuram aprender aquilo que possa contribuir para resolver os problemas que enfrentam no presente, aquilo que carecem para melhorar seu desempenho e enfrentar os desafios que surgem no dia-a-dia.” “Mitos e crenças errôneas a respeito da aprendizagem na idade madura são veiculados livremente e aceitos sem exame crítico, às vezes, até por responsáveis por programas de treinamento.
Os ditos populares, como por exemplo: ‘Burro velho não aprende coisas novas!’, podem induzir à crença de que o adulto mais velho já não consegue aprender e, por isso, é desperdício investir em seu desenvolvimento. A operacionalização da maioria dos programas de treinamento e desenvolvimento, na prática, tem oscilado entre os dois extremos: o mito da incapacidade dos mais velhos aprenderem e a crença ingênua de que o adulto, enquanto aprendiz (treinando), deve ser tratado e conduzido como uma criança.” Continuaremos esse assunto na próxima edição. Fique de olho !!!
Publicado em 18/12/2003 por Marcelo Cabral, Médico Veterinário, Especialista em Recursos Humanos
fonte:http://www.rehagro.com.br
Um ponto que nem sempre nos é dito, é que as pessoas com as quais iremos conviver na vida dali em diante, normalmente serão pessoas adultas que já têm uma história de vida, que têm suas experiências pessoais e profissionais, que já erraram e aprenderam com seus erros, pessoas carregadas de sucessos e fracassos, que já conheceram profissionais recém-formados como muitos de nós seremos ou já fomos, com maiores ou menores capacidades e preparo para enfrentar o mercado de trabalho.
Entender melhor sobre como podemos melhorar as chances de sucesso nos momentos de repassar conhecimentos às demais pessoas que no cercam em nosso ambiente de trabalho, é sem dúvida muito importante. Como nos sentiríamos se alguém quisesse que “engolíssemos” de qualquer jeito as idéias que querem nos passar ? “Um dos equívocos freqüentemente encontrados na tecnologia atual de educação formal é a equiparação dos aprendizes como se não houvesse diferenças sensíveis entre eles.
A pedagogia baseia-se em certos pressupostos e utiliza certas práticas razoavelmente pertinentes ao aprendiz em foco: a criança ou o adolescente.” “Esses mesmos pressupostos e práticas aplicados ao aprendiz ‘adulto’ não podem trazer os mesmos resultados, pois o adulto é diferente da criança e do adolescente. A andragogia tem outras premissas e orientações que não podem ser ignoradas ao se pretender fazer educação ou ensino de adultos”. “M. Knowles (1973) indica que, em situações de aprendizagem, os adultos diferenciam-se de crianças e jovens, principalmente em relação a autoconceito, experiência, prontidão, perspectiva temporal e orientação da aprendizagem.” ·“Autoconceito: Os jovens percebem-se mais dependentes do professor e de seus ensinamentos, enquanto os adultos consideram-se mais independentes, com responsabilidade pelo próprio processo de aprendizagem e capazes de autodireção para buscar o que carecem. ·Experiência: Os adultos trazem maior experiência acumulada em suas atividades de vida, cada um com seu repertório variado de conhecimentos, técnicas, sentimentos, habilidades.
Em muitas situações, os adultos aprendem melhor que as crianças e os jovens, justamente pela experiência anterior, a qual pode ser utilizada como fonte comum, tornando-se cada participante um recurso de aprendizagem para os outros, pelo intercambio de acertos e desacertos, de convicções e dúvidas. ·Prontidão: Crianças e jovens precisam atingir certo nível de amadurecimento físico e psíquico para aprenderem determinados comportamentos/conhecimentos.
Os adultos também desenvolvem maturidade em áreas diferenciadas, mais de cunho social, levando-os a desenvolver interesses específicos e aprender formas mais complexas de conduta em termos de papéis sociais. R. Havighurst (1964) denominou “tarefas de desenvolvimento” à seqüência de etapas de prontidão para aprendizagem de habilidades motoras, conhecimentos e condutas sociais, a qual definiria o ciclo de vida humana, desde o nascimento até a velhice. Esta concepção indicaria um ‘momento ideal’, que seria o melhor para aprender algumas coisas.
O ‘momento ideal’ pode ser observado mais facilmente na aprendizagem de destrezas e habilidades motoras, como, por exemplo, escrever ( e ler ), tocar instrumentos musicais, dança, esportes em geral. ·Perspectiva temporal: Crianças e jovens aprendem para o futuro, a aplicação de conhecimentos é algo que acontecerá algum dia, enquanto os adultos aprendem para aplicação imediata às atividades que executam, para resolver problemas, e não simplesmente para estocar conhecimentos de utilidade eventual futura. ·Orientação da aprendizagem: Enquanto crianças e jovens aprendem assuntos/temas ligados a matérias ou disciplinas constantes de um currículo, que serve de base de conhecimentos para a vida profissional e social, os adultos procuram aprender aquilo que possa contribuir para resolver os problemas que enfrentam no presente, aquilo que carecem para melhorar seu desempenho e enfrentar os desafios que surgem no dia-a-dia.” “Mitos e crenças errôneas a respeito da aprendizagem na idade madura são veiculados livremente e aceitos sem exame crítico, às vezes, até por responsáveis por programas de treinamento.
Os ditos populares, como por exemplo: ‘Burro velho não aprende coisas novas!’, podem induzir à crença de que o adulto mais velho já não consegue aprender e, por isso, é desperdício investir em seu desenvolvimento. A operacionalização da maioria dos programas de treinamento e desenvolvimento, na prática, tem oscilado entre os dois extremos: o mito da incapacidade dos mais velhos aprenderem e a crença ingênua de que o adulto, enquanto aprendiz (treinando), deve ser tratado e conduzido como uma criança.” Continuaremos esse assunto na próxima edição. Fique de olho !!!
Publicado em 18/12/2003 por Marcelo Cabral, Médico Veterinário, Especialista em Recursos Humanos
fonte:http://www.rehagro.com.br